Muitos homens acreditam que devem ter várias relações sexuais numa noite para mostrar que são viris. Nos primeiros anos de casamento, principalmente, essa idéia atormenta muita gente.
Mas a possibilidade de ter várias relações sexuais na mesma noite varia de indivíduo para indivíduo. Depende muito do nível de envolvimento entre o casal, da energia gasta, da satisfação que se obtém. Para alguns, apenas uma relação é altamente significativa e suficiente para que se sintam plenamente realizados. Esses homens, em geral, conseguem um nível de integração e de entrega muito grande. A vivência do orgasmo, por isso, é prolongada e satisfaz de forma plena. A angústia de ter várias relações no mesmo período parece acometer, na realidade, muito mais o ejaculador precoce, para quem o ato sexual começa e acaba muito rapidamente, trazendo uma sensação de vazio.
É importante ainda lembrar que a freqüência depende muito da parceira, da sua disponibilidade, do fato dela gostar de sexo, mas o indivíduo, erroneamente, atribui essa responsabilidade apenas a si.
Cultivar esse mito é uma forma de contribuir para quadros de impotência porque, pensando assim, o homem vai tentar uma segunda ou terceira relação e, não tendo motivação nem desejo suficientes, acaba fracassando.
Estados de cansaço e de relaxamento, compressão dos testículos e do escroto e, conseqüentemente, impedimento do retorno venoso do pênis à circulação sanguínea provocam ereções sem que o indivíduo esteja estimulado emocionalmente.

Certos homens identificam nesses acontecimentos a necessidade premente de ter relações sexuais. No entanto, essas reações são apenas fisiológicas. Como não há desejo, quase sempre ocorre perda da ereção. E isso pode parecer um sinal de impotência (disfunção erétil).
Aí se configura uma idéia fixa de que ter uma ereção implica excitação e obrigação de ter relações sexuais. Conviver com a ereção, com ou sem excitação sexual, é a possibilidade de desenvolver uma intimidade com a própria sexualidade. Sentir nem sempre implica atuar.

Em cada dez tentativas de relação sexual, pode ocorrer uma falha na ereção ou um descontrole ejaculatório. No entanto, muitos homens não sabem disso e alimentam conflitos gratuitos em relação à potência. Preferem acreditar que homem que é homem nunca falha, mesmo quando está sob tensão ou convivendo com preocupações intensas.
Essa preocupação em não falhar coloca o homem desnecessariamente em posição de alerta, o que o impede de relaxar e fazer da intimidade um momento de alegria e descontração.
Esse estado de prontidão psicológica, provocado pela idéia absurda de que o homem nunca pode falhar, aumenta a ansiedade com relação ao desempenho. E ansiedade e preocupação são antídotos para o sexo com prazer.
Esta técnica é sugerida em terapia sexual. Tem várias etapas. É preciso seguir o roteiro com calma. Pressa só atrapalha.

1) Pressão na glande: comece a masturbação. Na hora em que estiver prestes a ejacular, forme um anel com o dedo polegar e o indicador ao redor da glande (cabeça do pênis) e faça uma leve pressão. Ou pressione essa região com as pontas dos dedos. Pare por instantes e retome a masturbação. Repita o exercício até que consiga interromper e retomar a masturbação várias vezes, sem ejacular. Prazo mínimo recomendado de exercício: 2 semanas.
2) Stop start: repita o exercício de interromper a masturbação ao chegar próximo ao orgasmo. A diferença é que você não deverá formar o anel em volta do pênis. Prazo recomendado de exercício: 2 semanas.
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Ao chegar aos quarenta ou cinqüenta anos, embora bem-sucedidos na profissão e com boa situação econômica, é comum que os homens atravessem crises emocionais. Muitos deles, em meio a muitos dilemas – profissionais, familiares, de saúde – defrontam também com problemas de ordem sexual. Percebem que sua vida sexual perdeu a qualidade de que tanto se orgulhavam até então. Depois de anos de satisfatória performance, vêem-se às voltas com questões que nunca imaginaram enfrentar e que vão desde um inexplicável desinteresse pelas mulheres até estranhas fantasias homossexuais, passando por dificuldades como ejaculação rápida ou falhas na ereção.
Continue lendo O Homem e sua Trajetória Sexual

Não conseguir ereção em uma ocasião específica é, obviamente, uma situação comum a qualquer homem. O grande problema é que, muitas vezes, ela se torna tão angustiante que gera uma desorganização enorme, um medo desproporcional. É como se dentro do homem houvesse um núcleo medroso que estivesse apenas esperando um empurrãozinho para se manifestar. É mais ou menos como a história do assalto: o indivíduo tem sempre a sensação de que vai ser assaltado um dia, porque muita gente já foi. De certa forma, ele vive essa expectativa. Se todo mundo falha na cama e eu ainda não falhei, quando será a minha vez? Por mais que ele entenda que um fracasso eventual é comum na vida de qualquer homem, o impacto é muito negativo.
Continue lendo O Poderoso que, no fundo, é frágil
O homem fechado em si mesmo, com dificuldades para enfrentar fracassos e que exige de si mesmo ser um eterno vencedor, um dia – em geral entre quarenta e cinqüenta anos – defronta com um problema: o antigo vigor, a vibração e a rapidez com que obtinha ereção já não são os mesmos. Esses indivíduos são aqueles que sempre mantiveram contatos sexuais, dentro e fora do casamento, que colecionaram mulheres e que se vangloriavam de ter um ótimo desempenho sexual. Desde sempre, corresponderam às expectativas que estabeleceram para si próprios: que o homem tem de ser conquistador, bom de cama, garanhão. Quando ficam privados da conquista sexual, a vida para eles perde a graça. Mesmo as histórias de conquistas passadas já não são mais suficientes para acalentá-los.
Continue lendo Um dia o susto: estou impotente!
Uma desvantagem de grande importância na vida do homem e que o coloca sempre numa situação muito angustiante é a necessidade de esconder sentimentos, de “mostrar-se forte”.
O que acontece é que o próprio conceito de ser forte é mal compreendido. Forte não é o indivíduo que suporta a dor sem demonstrar seus sentimentos. Essa é, na verdade, a pessoa que não consegue liberar suas emoções. Forte é quem reconhece que tem medo e que precisa de muita coragem para enfrentar seus fracassos.
E, vez disso, o homem insiste na imagem que lhe foi transmitida, desde a infância, de que é capaz de vencer todos os obstáculos. Com isso, não consegue humanizar sua relação com as pessoas, perde a oportunidade de falar de si próprio e de pôr para fora aquilo que o está incomodando. Esse material que ele reprime de alguma forma o faz adoecer, porque o que guardamos negativamente, os dilemas, os conflitos que vivemos (tentar ser forte sem sê-lo; estar angustiado e deprimido sem revelar isso à parceira) deixam-nos doentes e impedem que se realize trocas afetivas importantes.
A atitude de isolamento dentro de si próprio, vivenciada por muitos homens, constitui o perfil típico do indivíduo que, em determinado momento da vida, começa a ter problemas de ordem psicossomática – uma úlcera duodenal, hipertensão arterial, infarto ou disfunção erétil. É o homem que não revela sentimentos nem preocupações, que não descarrega suas tensões, torna-se reprimido e enclausurado dentro de suas emoções.
Continue lendo Pouca habilidade para o Amor...
Ao chegar aos quarenta ou cinqüenta anos, embora bem-sucedidos na profissão e com boa situação econômica, é comum que os homens atravessem crises emocionais. Muitos deles, em meio a muitos dilemas – profissionais, familiares, de saúde – defrontam também com problemas de ordem sexual. Percebem que sua vida sexual perdeu a qualidade de que tanto se orgulhavam até então. Depois de anos de satisfatória performance, vêem-se às voltas com questões que nunca imaginaram enfrentar e que vão desde um inexplicável desinteresse pelas mulheres até estranhas fantasias homossexuais, passando por dificuldades como ejaculação rápida ou falhas na ereção.
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